15 de março

Muitos estão se perguntando o que é o 15 de março. Uma revolta? Um movimento desordenado da sociedade?

Há muitas discussões sobre ser a favor ou contra o movimento. As mídias estão abarrotadas de mensagens incitando o 15 de março.

Já virou assunto de reuniões importantes, de reuniões menos importantes, de estudantes, profissionais e executivos. Ou seja, é o assunto quente, que todo mundo fala no momento.

No entanto, independente de o que o 15 de março é, independente de sermos a favor ou contra, o mais importante, e triste, é o que ele reflete.

Reflete o aumento insano da carga tributária, que está levando muitos empreendedores a reduzir seus investimentos, ou até mesmo investir fora do nosso país, fazendo com que brasileiros saiam de seu próprio país em busca de oportunidades.

Reflete o difícil e caro acesso ao crédito para as Micro e Pequenas Empresas.

Reflete a retração da economia, pronunciada publicamente por nosso Ministro da Fazenda.

Reflete ainda o desemprego e férias coletivas sendo aplicados.

Reflete o cidadão pagando a conta dos abusos ao patrimônio nacional e aos Cofres Públicos.

Reflete a ética questionável e corrupção irradiada.

Reflete a falta de energia – resultado da “falta de chuvas”. Ou será da falta de investimentos, falta de cuidado com os serviços ao povo brasileiro?

Reflete o combustível a preços proibitivos em um país que, infelizmente, depende muitíssimo do transporte rodoviário.

Reflete o descontentamento e indignação da população perante tudo isso.

E o pior de tudo: reflete o medo, apreensão e incerteza com o futuro do nosso Brasil.

Isso tudo é pouco? Não, é muito, ou melhor, muitíssimo. Não se pode deixar as coisas chegarem a esse ponto e esperar que a população simplesmente abaixe a cabeça, que aceite.

Isso tudo é o que o 15 de março reflete!

Muito triste para todos nós, cidadãos brasileiros.

O que estamos fazendo em relação a tudo isso?

A Ajorpeme através dos pleitos solicitados em nível municipal, estadual e federal cobra de forma contundente as melhorias para as MPEs e sociedade em geral. Não ficaremos alheios às dificuldades que nosso país está passando.

Pois mesmo residindo e trabalhando em um Estado responsável, só no ano de 2014, pela geração de 31% dos postos de trabalho do Brasil, com uma das maiores arrecadações de tributos, o que demonstra que o setor produtivo continua crescendo, não podemos “deitar sobre nossos louros”. A incerteza também paira sobre nós.

Precisamos continuar acreditando que nosso Brasil irá melhorar e dar nossa contribuição para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

Juntos, somos mais fortes!

03/03/2015