Cerveja em harmonia

Na edição 68 da Revista Mundo MPE – Viver e Empreender, editoria Tendência, falamos sobre o crescimento do setor cervejeiro artesanal no Estado. Dando continuidade à matéria, trazemos aqui ideias de harmonização da cerveja com a culinária.

Considerada uma das bebidas preferidas do brasileiro, a cerveja artesanal vem ganhando infinidade de variações. Com a ampliação espetacular do universo cervejeiro e a multiplicidade de sabores e aromas uma nova possibilidade, instigante e apetitosa, foi aberta aos apreciadores desta nova modalidade de cerveja.

Trata-se da ideia de harmonização, ou a arte de combinar cerveja com outros pratos. A grande variedade de cervejas produzidas e os traços culturais europeus abrem as portas para as combinações

Combinando Sabores

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Pilsen
A cerveja mais consumida no mundo é um verdadeiro curinga das harmonizações. Leve, refrescante e de baixo teor alcoólico, combina com entradas, petiscos, peixes ou churrasco. Também é uma boa opção para acompanhar saladas e pratos mais leves.

Bock
É uma cerveja encorporada e rica em aromas de malte torrado, escura, de tom avermelhado. Apresenta baixo amargor, tendendo inclusive ao doce, e geralmente possui teor alcoólico mais elevado. É utilizado para harmonizações com carnes vermelhas, salsichões, linguiça de porco e mostarda, além de outros elementos presentes na culinária alemã, como o pretzel, um tipo de pão salgado apresentado em forma de nó.

Weizenbier
A cerveja feita com mate de trigo é, como a Pilsen, refrescante e clara, ainda que um pouco mais amarga e geralmente frutada e com notas de especiarias. Essa maior complexidade sugere uma gama vasta de combinações, que confere personalidade, por exemplo, a moluscos como mariscos gratinados. Vai muito bem com pratos da cozinha alemã, frios e embutidos, além de queijo de cabra. No caso do galeto, seu frescor combina-se perfeitamente com a levez da carne.

Malzbier e Lust
A harmonização de sobremesas com cervejas requer bebidas doces. Uma das mais sofisticadas é a Lust, um tipo especial, de segunda fermentação, que possui aromas frutados de banana, abacaxi, papaia e especiarias, com final de boca doce. A Malzbier, encorpada, tem notas tostadas de café e chocolate, harmonizando-se bem com doces especialmente à base de chocolate. No caso do sagu, a Malzbier se equilibra com as notas frutadas e levemente ácidas.

Pale Ale
As cervejas do tipo Ale, em especial a Pale Ale, são conhecidas como “cervejas gourmet”. Tal distinção deve-se a características como o corpo marcante e amargor acentuado, além de notas de frutas. Vai bem com carnes vermelhas e de caça, queijos e frituras, além de pratos condimentados. No caso do frescal, o amargor da Pale Ale suaviza o salgado característico da carne, e as notas frutadas se harmonizam com a aromaticidade e o sabor do prato.

Para o Turismo do Estado pode-se dizer que esta é uma oportunidade de ouro. Em países como França, Itália, Portugal e Espanha o desenvolvimento da vitivinicultura – a produção de uvas e vinhos – favoreceu o fortalecimento das culinárias locais e modernização dos negócios do turismo. O mesmo aconteceu a partir da cerveja nesses e em outros países, com a Alemanha, Bélgica e Holanda.
Mas harmonização não é algo que se entrega em pacote turístico. Combinar sabores é uma arte e ao mesmo tempo um prazer, que tem muito de gosto pessoal e de sede por experimentação. Afinal, como dizem os melhores especialistas, o limite da harmonização é o prazer.

 
(fonte: Livro Rota da Cerveja em Santa Catarina – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis)