Nota sobre a paralisação dos caminhoneiros

A Ajorpeme, preocupada com os reflexos da paralisação dos caminhoneiros, mantém o apoio às reivindicações que originaram o movimento da categoria, entendendo a necessidade de alterações emergenciais nas políticas de governo e sua forma de reagir aos impactos provocados.

O governo insiste em não entender o recado da sociedade e propõe desonerar uma categoria, repassando este custo para outras classes. Além disto, com a falta de argumentos justos para a sociedade sobre o ocorrido, o governo ameaça colocar na rua as forças militares para imperar a ordem, mostrando ignorância total sobre o que é necessário ser feito.

Hoje o governo pede a prisão de quem está contribuindo com a greve e dificultando o trânsito de itens de primeira necessidade, porém, se esquece dos gestores públicos que deixam medicamentos vencer a validade nos estoques e não chegam à população, como é comum ver nos noticiários, ou ainda, deixam os equipamentos de emergência, como ambulâncias e viaturas policiais necessitando de manutenção e sem condições de uso aos montes em pátios pelo Brasil.

Os brasileiros precisam sim de ações urgentes de seus governantes, principalmente de redução concreta da máquina pública, gastando apenas o que recebe, como esperado de um gestor público.

A maneira como têm sido conduzidas as empresas estatais deixa apenas uma alternativa racional que é a privatização, fazendo com que os custos atuais do governo, retornem como receitas por meio dos valores de concessões e impostos. A privatização traria concorrência, e isto teria impacto altamente positivo para manter competitivo os produtos e serviços oferecidos.

Para o crescimento sustentável de uma nação é obrigatório um ambiente propício, com redução dos impostos, da burocracia existente, investimentos concretos em infraestrutura e governantes realmente preocupados com seu povo e suas necessidades.

Reforçamos que a Ajorpeme apoia a reivindicação inicialmente proposta pela categoria, porém, repudiamos a majoração de outros setores pelo governo e eventual uso político partidário do movimento dos caminhoneiros, provocando rupturas que podem gerar um caos social e insegurança jurídica para os próximos anos.

AJORPEME