Nova Proposta Supersimples

A nova proposta do Supersimples que está em tramitação no Congresso Nacional demonstra a total irresponsabilidade dos burocratas de Brasília para com a sociedade brasileira. O distanciamento dessas pessoas – responsáveis pela elaboração de leis, normas, regulamentos, taxas e impostos – na realidade, nunca esteve tão evidente como nos dias de hoje.

Empresários de pequenas empresas de todo o país, sufocados por um sistema tributário chamado de Supersimples, cujo teto baixíssimo de faturamento está congelado desde 2011, esperavam uma correção da tabela para pelo menos R$ 7.200.000,00 para entrar em vigor em 2017. Porém, o que está sendo aprovado no Congresso, é um teto que representa um valor mínimo com o agravante de passar a vigorar somente em 2018.

Com essa absurda proposta, fica a pergunta: O que faz um governo querer impedir que as micros e pequenas empresas cresçam no Brasil? Perda da arrecadação?

Não, a realidade já provou que toda mudança feita na tabela do Simples Nacional gerou um aumento da arrecadação do governo devido aos efeitos benéficos que ela traz à sociedade.

Seria então uma ideologia torta de ódio aos que produzem, investem, criam, aperfeiçoam, inovam, contratam, enfim, geram valor?

Cerca de 84% dos empregos no Brasil são criados por essas pessoas. Um grupo tão imenso e importante, mas ao mesmo tempo tão marginalizado pelo governo. Em contrapartida, um pequeno grupo de grandes empresas desfrutam de privilégios e proteções desse mesmo governo.

O empresário da pequena empresa está cansado de ficar de joelhos para conseguir não um privilégio, mas apenas um meio que o possibilite crescer e prosperar.

No dia da votação do projeto, senadores parabenizavam-se pela aprovação da “extraordinária” mudança. Não obstante, deveriam ter demonstrado indignação e revolta pela mediocridade das alterações realizadas.

Essas barreiras impostas por um governo centralizado e autoritário, destrói sonhos e só estimula os jovens a procurarem outros caminhos ao invés de buscarem o empreendedorismo, dando continuidade aos passos de seus pais e gerando riquezas para toda nossa nação.

Por fim, espera-se que ainda haja tempo de o Congresso Nacional modificar o que foi aprovado. Caso contrário, teremos que mudar o nome de Supersimples para Nadasimples.

Tirone Meier

Conselheiro Ajorpeme