O futuro das profissões – mitos e verdades

Que as profissões e as relações de trabalho tem sofrido grandes mudanças, não é nenhuma novidade, afinal, a tecnologia tem um grande impacto na realidade atual.

E sendo um dos assuntos mais abordados nos últimos tempos, a Expogestão trouxe para falar sobre tema, o Gijs Van Delft, presidente da PageGroup Brasil.

Crédito da foto André Kopsch

Se você não conhece, a PageGroup é um dos maiores players mundiais em recrutamento especializado para cargos de média e alta gerência nas mais diversas áreas. Ou seja, os caras entendem de carreira e futuro profissional.

Segundo dados da Deloitte Insights, em 2020, 75% das empresas que estarão no mercado ainda nem existem e os profissionais freelancers serão uma quantidade absurda, visto que as empresas estão cada vez mais contratando esses profissionais para projetos a curto prazo, e não mais nas normas CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Segundo Gijs, o misto entre as duas formas de trabalho será o responsável pelo sucesso das empresas.

Mas se engana quem imagina que isso seja uma desvantagem para os profissionais. A grande maioria das pessoas que trabalham desta forma, acreditam que esta estrutura de trabalho gera muito mais conhecimento, maturidade e aprendizado, sem ficar obsoleto no mesmo local por anos.

Cada projeto é um novo desafio e aprendizado, o que torna uma boa experiência para as empresas também, que recebem o olhar de alguém que estava de fora, com pensamento e criatividade oxigenadas.

De forma ousada Gijs, apontou uma estimativa de que até 2050, 65% das profissões ainda não existem e novas tecnologias devem acabar com milhões de empregos no mundo. (Fontes: Fórum Econômico Mundial, Boston Consulting Group e Universidade de Oxford).

Gijs explicou que as novidades tecnológicas vão acabar com certas profissões, como por exemplo, piloto de avião, contadores e auditores, jornalistas, corretores de seguros, analistas financeiros e engenheiros de software, mas em contrapartida, outras profissões estarão em alta: fazendeiro urbano, desenvolvedor de tecnologia doméstica, designer de realidade virtual e de produto para impressão 3D, perito forense digital, desenvolvedores e arquitetos de informações.

Ele terminou sua apresentação afirmando que, independente da área de atuação e nível de hierarquia, é necessário se qualificar para acompanhar o crescimento atual e futuro.

Leia mais sobre o tema aqui e na Revista Mundo MPE – Viver e Empreender edição 70.

Sucesso e bos negócios.