Somos contra a alteração da taxa Cosip

Estamos mais uma vez sendo obrigados a contribuir com mais valores aos cofres públicos, e, mais uma vez, não há justificativa válida para tal ação.

Vivemos em um tempo que necessitamos cada vez mais de energia elétrica e a tendência é que o consumo seja cada vez mais elevado, visto, que qualquer pai de família está se esforçando para que possa dar mais conforto aos seus familiares, como, adquirir um ar-condicionado para não sofrer com nosso clima por exemplo.

Também, é na mesma conta de energia que já somos castigados com bandeiras que cobram valores adicionais conforme a demanda de todos.

Algo que não é possível entender, é a necessidade de incrementar pelo menos 300 mil reais aos cofres públicos, com o objetivo de cobrir os gastos com iluminação, sendo que, foram feitos trabalhos nos últimos anos para troca das lâmpadas por LED, que além de serem mais econômicas, tem uma durabilidade muito maior e não necessitam ser trocadas com tanta frequência, isto é, gerando economia aos cofres públicos.

Quanto a justificativa sobre a melhor distribuição dos valores cobrados, outro engano, não é porque um cidadão gasta mais energia em casa que se utiliza mais do serviço público de iluminação.

Agora, outro agravante é querer jogar o incremento de valores para todas empresas que facilmente terão seu pagamento pelo teto dos valores, isto é, a mesma empresa que já paga altos tributos, vai de mais uma forma, ser onerada.

Em se falando de empresas, todas empresas que precisam iluminar seus pátios para segurança durante o período noturno, nenhuma delas é ou pode ser beneficiada pelo serviço público, isto é, já pagam o consumo e os equipamentos para ter seus pátios iluminados.

E o problema maior é que a partir desta nova lei aprovada, além do aumento pela inflação, teremos aumento cada vez que um cidadão extrapolar de faixa, fazendo mais que dobre o valor da iluminação pública na maioria das faixas.

É totalmente irracional neste momento que vivemos da economia, ter mais um valor saindo do bolso do contribuinte, onde, os 300 mil de incremento ao cofre público, deixará de circular na economia entre os cidadãos joinvilenses.

Victor Kochella
Vice-presidente de Relações Institucionais – Ajorpeme