Temer libera linha de crédito de R$ 30 bilhões para a Micro e Pequena Empresa

Micro e pequenos empresários irão obter financiamento com juros reduzidos. Pacote também contém medidas de desburocratização de exportações.

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, comemorado no dia 5 de outubro, o presidente Michel Temer anunciou a abertura de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões com taxa de juros reduzida para estimular o empreendedorismo no país e ajudar micro e pequenas empresas.

Em um discurso, Temer disse que, embora haja uma “ideia” de que os micro e pequenos empreendedores são algo “pequeno”, eles são “gigantes” porque, na visão dele, representam atualmente 52% do PIB brasileiro.

Segundo dados da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, esses negócios representam 95% das pessoas jurídicas do país e até 27% do Produto Interno Bruto (PIB). As micro e pequenas empresas também são responsáveis por 52% dos empregos formais e 41% da massa salarial dos trabalhadores.

 

Pacote de estímulo

As taxas de juros oferecidas aos micros e pequenos empresários, segundo o governo, serão até 30% menor do que as oferecidas no mercado. São considerados microempreendedores individuais e micro e pequena empresa os negócios que têm receita bruta anual de até R$ 3,6 milhões.

O pacote de estímulo apresentado nesta quarta consiste em linhas de crédito exclusivas para Microempreendedores Individuais (MEIs), além de micro e pequenos empresários, com a disponibilização de R$ 30 bilhões em empréstimos e financiamentos.

O dinheiro deve ser usado em investimentos, capital de giro e modernização de equipamentos, aquisição de matérias primas e o pagamento de fornecedores e impostos.

Os micro e pequenos empresários poderão solicitar os financiamentos ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal (CEF), ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Santander, ao Itaú e ao Bradesco.

Bancos

Conforme o governo, cada banco terá a liberdade de determinar as linhas de crédito e as taxas de juros. Ao todo, o governo estima que R$ 20 bilhões virão dos bancos públicos e, o restante, dos privados.

O Banco do Brasil oferecerá R$ 10 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões são de linhas já existentes.

De acordo com o presidente do banco, Paulo Caffarelli, a instituição financeira tem uma cartela de 2,3 milhões de clientes micro e pequenos empresários. “Temos de ter uma atenção especial para com eles porque são os mais suscetíveis a adversidades”, disse.

A Caixa também vai ofertar  R$ 10 bilhões. Segundo o presidente do banco, Gilberto Occhi, as taxas começarão em 1,49% e o financiamento poderá ser de até 60 meses. “Um ponto importante é a disponibilização de crédito para o capital de giro, o pagamento do 13º salário e os investimentos para a aquisição de produtos, como novas máquinas, uma demanda maior no final do ano”, afirmou.

 

Fonte: Globo