Você já pensou em ter uma franquia ou microfranquia?

Evitar riscos é uma das prioridades de quem escolhe esse modelo.  Segundo a Associação Brasileira de Franchising – ABF, a microfranquia é um tipo de negócio muito procurado por empreendedores conservadores, que se sentem à vontade atuando dentro de uma fórmula já testada, ou vendendo produtos de uma marca conhecida. Para entrar nesse mercado, não é preciso ser especialista no setor de atuação escolhido, já que a franquia oferece capacitação. Mas é importante ressaltar que o franqueado deve ser um bom gestor de processos e de equipes, capaz de manter os procedimentos determinados pela empresa.

“Eu já tinha minha empresa de idiomas que atendia um público corporativo. A decisão de adquirir uma franquia veio em  meio a crise econômica como uma oportunidade de passar a atender de modo mais abrangente um público geral e não tão segmentado como vínhamos fazendo. Até porque o setor que nós atendíamos estava passando por grandes dificuldades e isso resultava em perdas de contratos e etc.”, destaca o empresário e diretor da Toffs Comunicação Internacional, Diogo Fagundes.

Para Diogo, a aquisição de uma franquia foi uma aposta em um processo administrativo e comercial diferente do que já exercia. “Tivemos medo e incerteza, coisas inevitáveis quando se busca alternativas em tempos difíceis. Mudar a empresa em plena crise econômica foi interessante. Pois, até antes de mudarmos havia uma grande crise instaurada nas empresas que atendíamos e isso nos deixava preocupados. Foi então que vimos que era hora de expandir e buscar novos clientes, novos mercados. A partir do início das operações como franquia, vimos o outro lado do jogo. Com novos processos administrativos e comerciais, mais pessoas vieram se matricular em nossa escola, mais interessados apareceram e um novo público estava a nossa espera, independente da crise”, destaca.

As microfranquias, como negócios que exigem menor investimento inicial, têm oferecido oportunidades de trabalho e aumento da renda a pessoas que querem ter o seu próprio negócio e estão dispostas a trabalhar com dedicação e persistência. Sendo acessíveis a uma maior quantidade de pessoas, as microfranquias podem contribuir para transformar a realidade econômica e social destes empresários e suas famílias.

“Administrar uma franquia está sendo um desafio constante. São processos que nós não tínhamos e precisamos aprender, desde o pedagógico até o departamento comercial. Mas que tivemos a prova de que dá certo. Acredito que o mais importante em se escolher uma franquia ao invés de iniciar sua própria empresa, é que você nunca está sozinho e terá sempre alguém que já passou pelo que você está passando e com isso poderá solucionar a situação muito facilmente”, finaliza Diogo.

– Iniciar um negócio contando com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado. 

Como o franqueador dispõe de um cadastro financeiro respeitável, o franqueado pode usufruir de descontos nos preços, de prazos mais longos e de pagamentos em condições especiais. O franqueado terá também a possibilidade de tirar proveito da vantagem competitiva de seu franqueador, uma vez que seus produtos e/ou serviços já foram testados no mercado.

– Contar com o apoio do franqueador

As chances de um franqueado obter sucesso em seu negócio utilizando-se do sistema de franquia formatada são maiores do que as de uma pessoa que monta um negócio independente. O franqueador já possui uma rede própria de distribuição e o sucesso da marca foi fortalecido após vários testes de produtos. Além disso, o franqueado recebe orientação e treinamento do franqueador, que tem interesse em zelar pelo seu nome/marca.

– Existência de um plano de negócio

Na maioria das vezes, o pequeno empreendedor independente não dispõe de tempo e habilidade para prever fatos político-sociais e econômicos que possam afetar o seu negócio. É bom poder contar com o apoio de um franqueador competente, podendo instalar e expandir com menor risco financeiro.

– Maior garantia de mercado

O franqueado poderá aproveitar a vantagem competitiva de seu franqueador, que já testou seus produtos e marcas no mercado. Além disso, planejou a sua expansão e é conhecedor do perfil dos clientes. O franqueador também possui informações relevantes com relação ao processo de melhor produzir e/ou vender e às estratégias de seus concorrentes.

– Melhor planejamento dos custos de instalação

Numa franquia formatada, o franqueador calculará e informará o custo a ser reateado com os outros franqueados ao fornecer o projeto arquitetônico e as plantas de engenharia de construção, executar a fiscalização da obra e especificar máquinas e equipamentos.

Dessa forma, oferece o apoio necessário à construção e instalação da nova unidade, tomando por base os custos de sua unidade-padrão. Geralmente, num negócio independente, os custos de instalação fogem completamente da previsão, causando enormes problemas de fluxo de caixa ao empreendedor.

– Economia de escala

Os custos de propaganda serão rateados entre os franqueados da rede, com isso, haverá uma redução substancial nos investimentos e, ainda, será possível melhorar a qualidade da propaganda. Além disso, existe a vantagem relacionada aos preços obtidos por uma central de compras da rede e ao investimento nos ativos fixos – como máquinas, equipamentos e instalações, que também sofre uma redução pela quantidade necessária.

– Independência jurídica e financeira

Apesar da autonomia não ser total, o franqueado possuirá independência jurídica e financeira em relação ao franqueador. A empresa do franqueado terá sua própria razão social, sendo uma pessoa jurídica distinta, e todas e quaisquer operações financeiras serão de responsabilidade individual dessa empresa.

– Possibilidade de pesquisa e desenvolvimento

O custeio da pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e/ou aperfeiçoamento daqueles já existentes, caberá inteiramente ao franqueador, que os testará em suas unidades antes de lançá-los na rede.

– Pouca Flexibilidade 

Nos sistemas de franquia formatada, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes. O objetivo das auditorias é detectar falhas no cumprimento das obrigações por parte do franqueado, atuando nos controles financeiros e contábeis, assim como no controle de operações reorientando para o rumo certo na gestão do negócio.

– Risco de ocorrência de falhas no sistema 

Ao selecionar uma rede de franquias com um sistema problemático. Os serviços inicialmente garantidos pelo franqueador também podem ser ineficientes ou até mesmo inexistentes.

– Localização forcada 

Apesar da possibilidade do franqueado de dar sugestões de locais apropriados para a instalação do ponto de venda, o fato do franqueador ter a responsabilidade final pela localização faz com que ele, na maioria dos casos, a determine. Muitas vezes, mesmo se o franqueado possuir um bom imóvel para a sua instalação, o estudo feito para localização da unidade franqueada pode indicar que o local não é apropriado para o negócio.

– Fonte: SEBRAE Nacional

28/08/2015